2ª Fase da Operação Ouro Verde cumpre mandados de prisão e apreende veículos de luxo em Campinas e Rio Preto

Ex-diretor da Prefeitura Anésio Corat Júnior é preso na segunda fase da Operação Ouro Verde, em Campinas (Foto: André Natale/EPTV)O Ministério Público e a Polícia Militar cumpriram, na manhã desta quinta-feira (22), quatro mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão em Campinas (SP) e São José do Rio Preto (SP). As ações fazem parte da 2ª Fase da Operação Ouro Verde, batizada de “Caduceu”, que investiga o desvio de ao menos R$ 4,5 milhões em verbas públicas da área da Saúde de Campinas.

A ação conta com 30 homens da PM. De acordo com a corporação, três veículos foram apreendidos até o momento, sendo uma BMW e duas motocicletas – uma Ducati, de luxo, e uma Burgman.

Na cidade, os mandados foram cumpridos no Distrito de Barão Geraldo e no bairro Botafogo desde as 6h. Nestes endereços, respectivamente, moram o ex-diretor da Secretaria de Saúde da Prefeitura Anésio Corat Júnior – onde estava a BMW – e o ex-servidor municipal Ramon Luciano Silva – onde estavam as motos. Os dois foram presos e não apresentaram resistência.

Ambos foram alvos da primeira fase da operação em novembro. Além dos veículos, outros objetos foram apreendidos, segundo o Major da PM Malco Basílio.

“Aparelhos eletroeletrônicos, celulares, computadores e afins, e mais documentos que pudessem relacionar os dois investigados à primeira fase da Operação Ouro Verde”, afirma.

A Prefeitura de Campinas informou, por nota, que “aguarda as investigações e está à disposição para colaborar com o Ministério Público e com a Justiça”.

O chefe do Executivo, Jonas Donizette (PSB), disse, em coletiva na manhã desta quinta, que os dois servidores estão afastados da administração. No caso de Silva, que ocupava cargo comissionado, já houve a exoneração. No entanto, Corat Júnior, por ser concursado, é alvo de uma sindicância e será totalmente excluído do serviço público se comprovada a culpa ao final do processo.

O advogado de Anésio Corat Júnior, João Paulo Sangion, afirmou que a prisão temporária é uma medida extrema, já que, segundo ele, o cliente tem residência fixa e colaborou com as investigações. “Em relação ao que motivou a prisão eu ainda não tive acesso, o processo é sigiloso e eu só vou ter acesso amanhã”, disse o defensor.

Já para o advogado de Silva, Mário Augusto Neves, a prisão foi desnecessária e a defesa vai tentar reverter.

Em Rio Preto, os mandados de prisão são para Osvaldo Perezi Neto, preso em casa, e Orlando Leandro de Paula Fulgêncio, que se entregou na 2ª Delegacia Seccional de Campinas às 15h30. Médico e advogado, respectivamente, atuam na cidade. Orlando pertence ao escritório De Paula & Mancilia Sociedade de Advogados, que foi alvo da ação nesta manhã.

Posted in Jornal 1ª Página.